Paquistão
![]() | Localizado entre o Afeganistão, o Irã, a China e a Índia, o Paquistão ocupa uma região estratégica no sul da Ásia. O território pode ser dividido em três áreas geográficas principais: a região montanhosa da Cordilheira do Himalaia ao norte, o vale do Rio Indo e o Planalto do Baluchistão. O clima é predominantemente árido, com verões quentes e invernos rigorosos. |
A população paquistanesa constitui-se de vários grupos étnicos, entre os quais se destacam os punjabis, os sindis, os patanes e os baluchues. O povo é bastante jovem, quase um terço da população tem menos de 15 anos de idade.
O Paquistão e a Índia compartilham uma história cujos registros estão entre os mais antigos do mundo. A primeira religião a se instalar no Paquistão foi o budismo, que surgiu em 500 a.C. e foi difundido na região pelo império de Açoka. A segunda religião a chegar ao país foi o islã, que conquistou a atual província de Sindh, no sudeste do país, em 711.
Até a chegada dos britânicos, três impérios governaram a região: o sultanato de Déli, o exército de Tamerlão e o Império Mogul.
A fase européia da história paquistanesa foi marcada por vários conflitos de grande escala. Em 1947, os britânicos deixam a colônia, aprovando a divisão em dois Estados independentes: Índia e Paquistão. O Paquistão então passou a ser formado por duas regiões islâmicas: o Paquistão Ocidental (atual território paquistanês) e o Paquistão Oriental (atual Bangladesh).
Os 20 anos seguintes presenciaram instabilidade política, violência generalizada e guerra entre os dois países vizinhos. Em 1971, o Paquistão Oriental proclama sua independência e passa a se chamar Bangladesh. A partir da metade da década de 80, o Paquistão inicia um movimento de aproximação ainda maior ao islamismo.
Devido a sua posição estratégica, o Paquistão ganhou lugar de destaque na mídia internacional logo após os atentados terroristas contra as cidades de Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001. Quando decidiram retaliar o Afeganistão em outubro daquele ano, os EUA pediram e obtiveram apoio logístico do Paquistão, assim como a liberação de seu espaço aéreo.
O apoio do governo paquistanês aos norte-americanos gerou grande tensão política no país, pois grande parcela da população possuía afinidades étnicas e ideológicas com a milícia Talebã que governava o Afeganistão na época.
Ao apoiar os ataques norte-americanos ao Afeganistão, em 2001, o Paquistão obteve grande ajuda econômica dos EUA na forma de linhas de crédito e reescalonamento de dívidas. Ainda assim, a economia do Paquistão é caracterizada pela pobreza da população.
Problemas como a precariedade habitacional e a infra-estrutura inadequada de saneamento básico contribuem para o surgimento de doenças e para a alta taxa de mortalidade. Para se ter uma idéia, somente um terço da população tem acesso à água potável.
O analfabetismo também é grande problema social, já que menos da metade da população é alfabetizada.
O islamismo foi declarado a religião oficial do Paquistão em 1956, transformando o país em uma importante base da atividade missionária muçulmana em todo o mundo.
A Igreja
O cristianismo chegou ao Paquistão no século VIII por intermédio de missionários nestorianos. Os jesuítas assumiram o trabalho missionário no século XVI, porém nenhum dos dois grupos teve êxito no estabelecimento de um trabalho duradouro.
Atualmente, como resultado de uma grande variedade de esforços missionários, o Paquistão conta com uma pequena parcela de cristãos, a maioria dos quais de etnia punjabi. A maioria dos cristãos é membro de igrejas independentes ou da católica romana.
A comunidade cristã é, de modo geral, fragmentada e temerosa. Devido ao medo da perseguição, é possível que haja alguns milhares de cristãos que mantêm sua identidade religiosa em sigilo e são poucos os convertidos entre os muçulmanos que declaram sua nova fé abertamente.
A Perseguição
A lei da blasfêmia paquistanesa recebeu uma significativa atenção da mídia ocidental na década passada. Embora nenhum cristão paquistanês até agora tenha sido executado após sua condenação, mais de uma dezena de pessoas foram acusadas e forçadas a viver em condições desumanas na prisão, em esconderijos ou no exílio.
A lei de blasfêmia sentencia à morte quem deprecia o islã ou seus profetas; à prisão perpétua quem deprecia, danifica ou profana o Alcorão; e a dez anos de prisão quem insulta os sentimentos religiosos de outra pessoa. Essas leis são geralmente usadas para resolver questões pessoais, uma vez que é necessário apenas acusar alguém, sem provas, para que a pessoa seja julgada por blasfêmia. E, no contexto paquistanês, a palavra de um muçulmano vale o dobro da de um cristão.
Em setembro de 2004, duas crianças paquistanesas foram seqüestradas pelo próprio pai muçulmano, porque sua ex-esposa era cristã. Abdul Ghaffar seqüestrou seu filho de 5 anos e sua filha de 3 no dia, escapando da Vara Familiar de Lahore, pouco depois de ter começado seu encontro particular de duas horas com eles.
Para a mãe das crianças, Maria Samar John, este foi o segundo seqüestro traumático de sua vida. Sete anos antes, quando era uma adolescente de 17 anos, ela foi seqüestrada e mantida prisioneira por cinco meses até que seus seqüestradores muçulmanos conseguiram vendê-la para Abdul por uma quantia equivalente a dois mil dólares. Então, foi forçada a casar-se com ele e teve seu nome mudado para Kalsum. Pelos próximos dois anos e meio, ela se tornou uma escrava na casa dele em Gujranwala, mantida em cárcere privado e espancada pelo seu marido e sogra por recusar-se a fazer as orações islâmicas e a decorar o Alcorão.
Deu à luz um filho, e estava grávida pela segunda vez quando achou uma chave perdida e conseguiu fugir de seus raptores. Mas seu próprio pai e irmão recusaram-se a dar abrigo a ela e ao bebê. Então, em dezembro de 2000, o Centro de Ajuda Assistencial e Abrigo Legal (CLAAS), localizado em Lahore, providenciou alojamento para Maria e seus filhos.
Em fevereiro de 2003, advogados cristãos afiliados ao CLAAS conseguiram o divórcio de Mariam. Mas, no começo de 2004, a Vara Familiar de Lahore concedeu a Abdul direitos de visitar as crianças, permitindo-lhe ter duas horas por mês a sós com seus filhos, dentro das propriedades da corte. Ele aproveitou essa chance, seqüestrou seus filhos e desapareceu.
Depois de mais de dois anos, em setembro de 2006, os membros da equipe do CLAAS conseguiram descobrir o número de telefone de Abdul Ghaffar. Maria Samar surpreendeu-o ao telefonar, implorando para encontrar ele e seus filhos. Ele concordou em encontrá-la em um parque de Lahore, mas sem as crianças. Assim que Abdul chegou, a polícia que estava escondida na área o cercou e o prendeu. Nos dias seguintes, as crianças também foram recuperadas.
Em sua declaração inicial à polícia, Abdul Ghaffar disse que a disputa religiosa - uma "guerra de religiões" - era o centro da briga pela custódia. "Maria tentava converter meus filhos ao cristianismo, então eu os seqüestrei", ele disse.
Motivos de Oração
1. A maioria da Igreja paquistanesa é formada por pessoas da etnia punjabi. Ore para que os cristãos paquistaneses desenvolvam uma Igreja transcultural que envolva todas as etnias do país.
2. A Igreja tem contra si o forte preconceito do governo. Ore pedindo que as autoridades do país abrandem suas posições contrárias ao cristianismo e permitam que as crenças não muçulmanas tenham uma representação mais ampla no governo.
3. Os líderes cristãos são freqüentemente perseguidos e ameaçados. Ore para que eles continuem a evangelizar com ousadia, façam novos discípulos e treinem novos líderes com o objetivo de implantar a Igreja de Cristo em todo o território paquistanês.
4. Ore pelo fim da violência contra os cristãos. Ore também para que os conflitos no vizinho Afeganistão não acirrem ainda mais a tensão religiosa no Paquistão.
Dados Gerais
- Capital
- Governo
- População
- Área
- Localização
- Idiomas
- Religião
- População cristã
- Perseguição
- Restrições
O islã é a religião oficial, e a Constituição requer que todas as leis sejam consistentes com o islamismo
Fontes
- 2007 Report on International Religious Freedom (http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2007/)
- CIA Factbook 2008 https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/
- Países@ (http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php)
Atualizado em 16/06/2008



